Empresário tira colete salva-vidas e desaparece em lagoa no CE
Aquiraz/CE – Um passeio de lazer virou operação de resgate na Lagoa do Catú, na Região Metropolitana de Fortaleza, depois que um empresário se afogou na tarde de 10 de março. O homem, que testava uma moto aquática, retirou o colete para tentar alcançar a margem e não foi mais visto, acionando equipes de mergulho do Corpo de Bombeiros que retomaram as buscas nesta quarta-feira (11).
- Em resumo: Jet ski achado à deriva; empresário segue desaparecido apesar do uso inicial de colete.
Entenda a sequência de minutos críticos
Testemunhas relataram à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) que o empresário caiu da moto aquática próximo a uma barraca na localidade de Piau. Mesmo equipado com colete, ele decidiu nadar por conta própria até a margem, mas submergiu e não retornou. Segundo o Corpo de Bombeiros, a visibilidade limitada obrigou a suspensão das buscas ao anoitecer, retomadas ao amanhecer com mergulhadores especializados.
Dados do relatório do FBSP mostram que, somente em 2023, acidentes aquáticos representaram quase 13% dos atendimentos de urgência em áreas de lazer no Nordeste, apontando a importância do equipamento de flutuação do qual a vítima abriu mão.
“O Corpo de Bombeiros permanece com equipes mobilizadas na região, dando continuidade às buscas e monitorando as condições do local”, informou a corporação.
Por que afogamentos ainda surpreendem mesmo com colete?
Levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indica que 16 pessoas morrem afogadas por dia no país, a maioria a menos de 50 m da segurança. Especialistas explicam que a sensação de confiança gerada pelo colete pode levar à retirada precoce do equipamento, principalmente em águas calmas, onde correntes ocultas e bancos de areia tornam o retorno mais difícil.

Na Lagoa do Catú, a profundidade varia abruptamente, e ventos sazonais de março costumam empurrar embarcações leves para o centro do espelho d’água. Sem flutuador, a vítima perde energia em poucos minutos, reduzindo drasticamente as chances de sobrevivência antes da chegada de socorro.
O que você acha? Retirar o colete em trechos aparentemente rasos deveria gerar multa como no trânsito? Para acompanhar outros desdobramentos da área de segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / g1
