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R$ 250 mil em ecstasy: Receita encontra carga em Fortaleza
Fortaleza/CE – Uma operação da Divisão de Vigilância e Repressão da 3ª Região Fiscal da Receita Federal (Direp03) interceptou, na última terça-feira (10), uma caixa térmica que escondia 3.300 comprimidos de ecstasy e 500 g de MDMA, despachada do Rio de Janeiro para a capital cearense. Avaliada em R$ 250 mil, a remessa foi localizada dentro de uma transportadora privada.
- Em resumo: cães farejadores encontraram 3 mil comprimidos de ecstasy antes da distribuição em Fortaleza.
Como a droga foi descoberta
O flagrante só foi possível graças ao trabalho dos agentes caninos Bachar, Ithor, Aegon e Saymon, treinados para identificar substâncias sintéticas de difícil detecção humana. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apreensões de entorpecentes sintéticos cresceram 14% no país em 2022, indicando redes de distribuição cada vez mais sofisticadas.
Mesmo lacrada, a embalagem plástica da caixa térmica permitiu a passagem do odor químico, facilitando o trabalho dos cães. Depois da indicação positiva, auditores fiscais abriram o invólucro, confirmando a presença de ecstasy e MDMA em pó.
“O valor de mercado da carga chega a R$ 250 mil e seria suficiente para abastecer várias festas clandestinas”, detalhou um dos agentes da Direp03.
Por que a apreensão preocupa especialistas
Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, o consumo de MDMA tende a se concentrar em grandes centros urbanos e eventos com música eletrônica. Em Fortaleza, a retomada de shows pós-pandemia ampliou a demanda, elevando o risco de circulação de substâncias sem controle sanitário.
Os 3.300 comprimidos poderiam alcançar até 1.600 usuários, considerando a dosagem média de 1 a 2 unidades por pessoa. Além disso, metade de um quilo de MDMA em pó permite a produção de milhares de novas pílulas, o que multiplica exponencialmente o lucro do tráfico.

Especialistas lembram que o artigo 33 da Lei de Drogas (11.343/06) fixa pena de 5 a 15 anos para quem importar ou transportar entorpecentes. A Polícia Federal seguirá com o inquérito para identificar remetente e destinatário.
O que você acha? Operações com cães devem ser ampliadas nos centros de distribuição privados? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação
