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Vereador do Crato deixa cela em 24h após violar medida
Crato/CE – Menos de um dia depois de ser preso por descumprir medida protetiva, o vereador Francisco Thiago Gomes de Oliveira (União Brasil) deixou a cadeia com liberdade provisória e monitoramento eletrônico, conforme audiência de custódia realizada na última quarta-feira (11).
- Em resumo: Parlamentar é investigado por invadir a casa da ex-companheira, tentar enforcá-la e já soma antecedentes por ameaças.
Por que a Justiça optou pela liberdade vigiada?
Na audiência, o magistrado manteve cautelares rígidas: tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e renovação das medidas protetivas. Segundo especialistas, a liberdade vigiada costuma ser aplicada quando o réu se enquadra nos requisitos do art. 319 do Código de Processo Penal, que prevê alternativas à prisão.
De acordo com a Polícia Civil, o mandado de prisão havia sido cumprido pela Delegacia de Defesa da Mulher do Crato após o político, de 33 anos, ignorar ordem judicial emitida em 6 de fevereiro. A vítima, uma mulher de 35 anos, denunciou que vivia separada havia apenas cinco dias quando foi agredida.
“O suspeito entrou à força, tentou enforcá-la com o braço e a empurrou, provocando sua queda”, descreve o relatório policial.
Violência doméstica em números
Casos como o de Thiago Gomes não são isolados. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que mais de 245 mil medidas protetivas foram solicitadas no país em 2022 – média de 670 pedidos por dia. Apesar disso, especialistas apontam que apenas 30% das vítimas permanecem protegidas por fiscalizações efetivas, segundo dados da Central 180.

O Ceará registrou 28 feminicídios no último ano, de acordo com o Atlas da Violência 2023, e o Cariri figura entre as regiões com maior reincidência de agressões. Para organizações de defesa da mulher, a soltura rápida de agressores dificulta a quebra do ciclo de violência e aumenta o risco de novos crimes.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
