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Chefe de facção que expulsava moradores é capturado em Acaraú
Acaraú/CE – Na última terça-feira (10), a Polícia Civil do Ceará prendeu o homem apontado como líder de uma facção de origem carioca que vinha expulsando famílias dos bairros Genibaú e Conjunto Ceará, em Fortaleza. A captura, parte da Operação Impacto III, eleva para 15 o número de detidos na ofensiva que tenta frear os deslocamentos forçados no Estado.
- Em resumo: 15ª prisão da Impacto III atinge suspeito de homicídios e de ordenar expulsões de moradores.
Por dentro da Operação Impacto III
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) surpreenderam o acusado em Acaraú. Ele já respondia por homicídio, tráfico e associação criminosa, segundo a investigação. Durante a abordagem, celulares e um carro usado na tentativa de fuga foram apreendidos, enquanto dois comparsas foram levados à delegacia; um deles acabou autuado por desobediência, desacato e direção perigosa.
Desde julho de 2025, a ofensiva conjunta das forças estaduais já resultou em 92 prisões, mirando quadrilhas responsáveis por mais de uma dezena de homicídios e pelo terror imposto a famílias obrigadas a deixar suas casas. Dados do Atlas da Violência 2023 mostram que o Ceará registrou taxa de 42,5 homicídios por 100 mil habitantes, cenário que impulsionou operações com foco em facções.
“Ele é apontado como chefe de um grupo criminoso de origem carioca e seria responsável por expulsões de moradores nos bairros Genibaú e Conjunto Ceará”, detalhou a Draco.
Violência e resposta do Estado
O crime de deslocamento forçado – quando moradores abandonam imóveis sob ameaça – é cada vez mais monitorado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Justiça, que podem enquadrar líderes de facção em associação para o terrorismo, conforme o artigo 2º da Lei 12.850/2013.

Especialistas alertam que a retomada de territórios passa por presença policial contínua e políticas sociais. Em 2024, o governo estadual ampliou o número de câmeras de vigilância em 18 %, enquanto projetos habitacionais recebem R$ 112 milhões para atender vítimas de expulsão.
O que você acha? A intensificação de prisões é suficiente para conter o avanço das facções? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / PCCE
