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PM do Ceará treina elite para evitar crise de autistas em shows
FORTALEZA/CE – Vinte e cinco policiais militares concluem, neste mês, um treinamento inédito da Aesp/CE e da PMCE voltado a abordagens seguras de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em grandes eventos, medida que promete reduzir conflitos em arenas, estádios e festivais lotados.
- Em resumo: Curso ensina técnicas para reconhecer sinais de sobrecarga sensorial e agir sem escalonar a situação.
Por que a capacitação é crucial nos megaeventos
Multidões, luzes estroboscópicas e som acima de 100 decibéis podem transformar diversão em risco para quem tem TEA. O novo módulo – ministrado na 3ª Companhia do BPChoque dentro do III Curso de Policiamento em Eventos – orienta os agentes a criar zonas de silêncio, usar comandos visuais simples e evitar contato físico brusco, prática alinhada a recomendações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre atendimento a pessoas vulneráveis.
Os participantes simulam ocorrências reais, aprendendo a dialogar também com familiares ou acompanhantes, passo considerado decisivo para evitar mal-entendidos que costumam viralizar nas redes e abalar a imagem das corporações.
“Ao compreender as particularidades do transtorno, os policiais passam a adotar estratégias de comunicação mais claras, calmas e adaptadas, reduzindo riscos de conflito e garantindo maior proteção aos envolvidos.”
Inclusão vira política de segurança pública
A iniciativa acompanha o avanço da Lei nº 12.764/2012, que garante direitos às pessoas com TEA e define que espaços públicos devem ser acessíveis também em termos de abordagem humana. Estudos do Ministério da Saúde estimam que uma em cada 54 crianças brasileiras apresente sinais do espectro, número que reforça a urgência de protocolos especializados.

Para a Aesp, investir em formação contínua cria um círculo virtuoso: aproxima as forças de segurança das famílias, eleva a confiança institucional e, na prática, previne ocorrências que poderiam terminar em uso desnecessário da força. O curso segue até 31 de março e já há previsão de novas turmas focadas em outros públicos com necessidades específicas, como pessoas surdas e cadeirantes.
O que você acha? Treinamentos como esse deveriam ser obrigatórios em todo o país? Para acompanhar outras ações na área, visite nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação
