- Mudança de Pix gera tentativa de homicídio e empresário vira réu
- Elmano oferece vaga ao Senado para Cid e cogita rival Eunício
- Após 7 meses, ANP isola sítio no CE por possível petróleo
- R$ 2,5 mi em jogo: MP pede anulação de licitação em Milhã
- Chefe de facção de 27 anos é preso e revela rota do crime no CE
Gasolina a R$9? MPCE autua postos no Cariri por margem abusiva
Juazeiro do Norte/CE – Uma força-tarefa do Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Decon, percorre desde terça-feira (11) postos de combustíveis em Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha para verificar denúncias de gasolina ofertada a R$ 9,20 – valor que disparou a preocupação de motoristas em toda a região do Cariri.
- Em resumo: seis postos já foram autuados por aplicar margem superior a 20% sobre o custo de aquisição.
Fiscalização mira preços fora da curva
Até a manhã desta quinta-feira (12), fiscais não encontraram o valor de R$ 9 nos painéis, mas constataram práticas consideradas abusivas pelo Procon-CE, como reajustes sem justificativa na mesma semana de entrega do combustível.
A multa pode ultrapassar R$ 10 milhões caso se confirme violação reiterada ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), além de eventual envio do caso ao Cade por suspeita de cartel.
“Identificamos margem de revenda acima de 20%; os responsáveis têm 20 dias para apresentar defesa”, informou a equipe do Decon.
Por que o preço oscila? Entenda o impacto no bolso
Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina comum no Ceará ficou em R$ 5,87 na última medição. Qualquer valor 50% acima desse patamar exige explicação técnica que envolva logística, mistura de etanol ou repasse de impostos.
Para o consumidor, a diferença de R$ 1 por litro representa gasto extra de R$ 50 em um tanque de 50 L. Dados do IBGE indicam que o transporte consome quase 20% do orçamento familiar nordestino, reforçando a relevância de combater aumentos sem base de custo.

Denúncias podem ser feitas ao Decon de Juazeiro do Norte pelos telefones (88) 3512-5252, (88) 3571-5867 ou pelo e-mail [email protected].
O que você acha? A fiscalização deve ser estendida a todo o estado? Para ler mais reportagens sobre o Ceará, acesse nossa editoria regional.
Crédito da imagem: Divulgação
