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MPCE caça empresário por desvio de R$156 mil em Pacoti
Pacoti/CE – Nesta sexta-feira (13), o Ministério Público do Ceará desencadeou uma força-tarefa para desmontar um suposto esquema que teria drenado R$156.000,91 dos cofres municipais por meio de contratos de terraplanagem forjados.
- Em resumo: oito mandados, bens bloqueados e um empresário apontado como “banqueiro” da fraude está foragido.
Como o esquema burlava contratos de terraplanagem
De acordo com os investigadores, ex-servidores e empresários usavam uma firma de locação de máquinas para emitir notas fiscais “frias”. Pagos pela Prefeitura, os valores eram redistribuídos a contas de laranjas seguindo ordens de um ex-gestor. Levantamento de estatísticas da Polícia Civil do Ceará mostra que crimes de peculato vêm crescendo 11% ao ano no Estado.
No cumprimento dos mandados em Canindé, Eusébio, Itapiúna e Maranguape, foram recolhidos celulares, notebooks e pilhas de documentos que devem revelar a trilha do dinheiro. A Justiça autorizou ainda quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático para rastrear cada transferência duvidosa.
“O montante total de desvios identificados até o momento chega a R$156.000,91”, diz trecho do pedido judicial obtido pelo MPCE.
Risco fiscal e novas medidas de controle
Especialistas lembram que a Lei 14.133/2021 obriga prefeituras a digitalizar processos de compra justamente para evitar fraudes como essa, que, segundo o Atlas da Violência, oneram em até 3% o PIB nacional anualmente. Em Pacoti, a indisponibilidade de bens de todos os investigados busca garantir o ressarcimento imediato dos cofres públicos.

Enquanto o principal suspeito segue foragido, a Promotoria de Justiça afirma que novas ordens de prisão não estão descartadas. O inquérito tramita sob segredo, mas fontes apontam que o prejuízo pode superar o valor já rastreado caso outras obras fantasmas venham à tona.
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Crédito da imagem: Divulgação
