23.4 C
Ceará
sábado, março 14, 2026

BNB rompe com fornecedora investigada pela PF e congela transações

BNB rompe com fornecedora investigada pela PF e congela transações

Fortaleza/CE – Na última quinta-feira (12), o Banco do Nordeste (BNB) decidiu rescindir, de forma unilateral, o contrato com a Entrepay Instituição de Pagamentos S.A., empresa responsável pelas maquininhas usadas pelo banco. O rompimento ocorre após a fornecedora, do empresário Antônio Carlos Freixo, aparecer na investigação da Polícia Federal que mira supostos desvios milionários ligados ao Banco Master.

  • Em resumo: Diretoria do BNB cancelou a parceria e suspendeu imediatamente novas transações nos terminais da Entrepay.

Por que a parceria desmoronou

Segundo o BNB, a Entrepay descumpriu cláusulas contratuais, motivando a rescisão e a paralisação de qualquer autorização de pagamento vinculada ao acordo. A instituição acrescentou que tomará “todas as medidas administrativas necessárias” para manter a continuidade dos serviços, além de buscar novo fornecedor.

No mercado de pagamentos, as regras de liquidação e transparência são fiscalizadas pelo Banco Central, que estima em 12,5 milhões o número de maquininhas ativas no Brasil. Nesse cenário, atrasos ou falhas de liquidação podem expor clientes a riscos de chargeback e inadimplência.

“A decisão foi aprovada pela Diretoria Executiva e comunicada à Entrepay, respeitando o prazo de aviso prévio previsto em contrato”, informou o banco.

Impacto imediato para correntistas e lojistas

Com 292 agências em todo o Nordeste, o BNB atende mais de 5,2 milhões de contas ativas. A suspensão das maquininhas afeta, principalmente, pequenos lojistas que recebiam pagamento via cartão por meio da solução Entrepay. O banco prometeu migrar terminais para um novo arranjo “sem interrupção significativa”.

Além da esfera contratual, o BNB sinalizou que poderá responsabilizar a Entrepay judicial e regulatoriamente. Já a investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master segue em sigilo, mas apura possíveis desvios que teriam ultrapassado a casa das dezenas de milhões de reais.

O que você acha? Romper o contrato foi a melhor forma de proteger clientes? Para acompanhar outras decisões que mexem com o setor financeiro, acesse nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora