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Agricultor recusa ofertas e mantém sítio com possível petróleo CE
Tabuleiro do Norte/CE – Sete meses depois de ver jorrar um líquido preto do poço que perfurava para encontrar água, o agricultor Sidrônio Moreira continua dizendo “não” a quem liga disposto a comprar os 48 ha do Sítio Santo Estevão. Ele prefere esperar o laudo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que finalmente recolheu amostras nesta quinta-feira (12), para saber se a substância é mesmo petróleo.
- Em resumo: Mesmo sem confirmação oficial, o produtor recebe diversas propostas, mas descarta vender as terras onde mora há 20 anos.
Por que a descoberta movimenta o Vale do Jaguaribe?
A localidade de Baixa do Juazeiro fica a 11 km do bloco exploratório mais próximo da Bacia Potiguar, segundo o IBGE. Caso o material seja hidrocarboneto comercial, a região entra no radar de futuros leilões de concessão.
Segundo dados oficiais, o Brasil extraiu em média 2,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2023, mas menos de 1 % veio do Nordeste. Uma nova jazida poderia alterar esse cenário e atrair investimentos para a economia local.
“Quando eles falam em comprar o terreno, eu corto a ligação, porque não quero vender”, afirmou Sidrônio ao g1.
O que acontece se o petróleo for confirmado?
Pelo artigo 176 da Constituição, todo recurso mineral pertence à União. Na prática, Sidrônio não poderá extrair nem negociar o combustível. A ANP delimita a área, abre processo administrativo e, se houver viabilidade, oferta o bloco em leilão a empresas especializadas.

Mesmo com a espera, a família segue padecendo com a seca: depende de adutora, carros-pipa e gasta cerca de R$ 100 mensais com água mineral. Parte dos animais já foi vendida e as plantações encolheram, reforçando o paradoxo de ter possivelmente petróleo, mas quase nenhuma água.
O que você acha? O agricultor deve manter a propriedade ou aceitar alguma oferta? Para mais notícias do estado, acesse nossa editoria Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação / g1
