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Apoio de Cid Gomes resiste a denúncia de ‘rede de corrupção’
Nova Russas (CE) – Durante cerimônia de entrega de título de cidadão na noite da última sexta-feira (13), o senador Cid Gomes reiterou que mantém o nome do deputado federal Júnior Mano para a disputa ao Senado, mesmo após vir à tona um relatório da Polícia Federal que descreve o parlamentar como líder de uma “rede estruturada de corrupção”.
- Em resumo: Cid ignora o parecer da PF e sustenta a pré-candidatura do aliado no PSB.
Por que o relatório da PF não mudou o jogo?
O documento, já protocolado no Supremo Tribunal Federal, atribui a Júnior Mano a coordenação de um esquema que envolveria autoridades municipais e estaduais do Ceará. Apesar da gravidade, Cid Gomes classificou a denúncia como “inadmissível para afastar” o aliado e seguiu com o plano eleitoral.
Dados da Polícia Civil do Ceará mostram que investigações de fraude política costumam se arrastar por anos até gerar condenações, o que, na prática, mantém candidaturas viáveis enquanto não há sentença definitiva.
“Nada mudou”, declarou Cid Gomes, reforçando que a indicação ao Senado sairá das fileiras do PSB.
O que está em jogo para o Ceará em 2026
O Estado terá apenas uma vaga ao Senado na próxima eleição geral. Manter o apoio de um ex-governador como Cid Gomes confere a Júnior Mano exposição antecipada e capilaridade política enquanto alianças regionais começam a ser desenhadas.

Especialistas lembram que processos em curso não impedem a candidatura, desde que o político não esteja enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, apenas condenações colegiadas ou renúncia após processo podem barrar o registro.
O que você acha? A investigação deve influenciar a escolha do eleitor ou o apoio de lideranças ainda pesa mais? Para mais análises da cena política cearense, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
