- R$ 200 mil e jatos de Safadão: PF liga deputado a suposta propina
- Bebê nasce na rua e mobiliza guardas no Papicu; vídeo
- Explosão: Ceará registra 969 casos graves de vírus respiratórios
- Banqueiro Vorcaro troca banca e acena com delação bilionária
- Execução de ex-secretário de 29 anos reacende alarme no Cariri
66,4 mm em horas vira rio: Fortaleza amanhece submersa
FORTALEZA/CE – Entre a noite de sexta (13) e a manhã de sábado (14), uma pancada de 66,4 mm, a maior do Ceará no período, alagou bairros inteiros da capital, deixando moradores ilhados, destruindo móveis e transformando avenidas em verdadeiros rios urbanos.
- Em resumo: Correntezas invadiram casas em ao menos oito bairros; Defesa Civil opera em regime de plantão 24 h.
Por que a água subiu tão rápido?
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal motor da quadra chuvosa no estado, manteve a nebulosidade sobre a costa e, somada ao relevo plano, fez a chuva escoar sem obstáculos. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), fluxos de vento do Nordeste carregaram umidade extra para a cidade.
Especialistas lembram que 50 mm em menos de 24 h já é considerado evento extremo em regiões litorâneas. Fortaleza superou essa marca em apenas 12 h, volume equivalente a 30% de toda a média histórica de março, segundo dados do Inmet.
“Tem morador que perdeu tudo em menos de meia hora; a água só baixou quando o canal voltou ao nível normal”, relatou um vizinho da Travessa Gênova.
Impacto nos bairros e resposta emergencial
No Parque Genibaú, a Travessa Gênova amanheceu tomada pela água. No Barroso 2, correntezas arrastaram objetos e deixaram famílias presas dentro de casa. Já no Conjunto Ceará, o canal transbordou, fechando o trânsito de carros e motocicletas.
A Defesa Civil informou que os canais Leste 1 e Leste 2 passaram por limpeza nos últimos meses, mas o sistema de drenagem ainda é insuficiente para enxurradas repentinas. O órgão mobilizou equipes extras e orienta acionar o 190 em caso de risco. Segundo o Atlas da Vulnerabilidade Climática, mais de 40% das residências de Fortaleza situam-se em áreas suscetíveis a alagamentos.

A previsão para o domingo (15) indica redução das precipitações, mas chuvas isoladas ainda podem atingir o Cariri e o Noroeste. Na capital, períodos de céu aberto alternam com pancadas curtas, situação típica do fim de verão.
E você, já enfrentou alagamentos na sua região? Conte nos comentários. Para mais notícias sobre o clima no Ceará, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
