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Cid Gomes adverte PT e exige fim da ‘caça a aliados’
Fortaleza, CE – O senador Cid Gomes elevou o tom e pediu que o PT encerre, “de imediato”, a cooptação de candidatos filiados a legendas aliadas que integram a coalizão de governo no Ceará, afirmando que o movimento ameaça a unidade que sustenta a gestão de Elmano de Freitas.
- Em resumo: Cid diz que a prática pode fraturar a base e comprometer a campanha pela reeleição de Elmano em 2026.
Entenda o recado ao Palácio da Abolição
Segundo o parlamentar, é “incoerente” que o partido que controla o Executivo estadual recrute quadros de outras siglas do mesmo bloco. A crítica foi feita após relatos de que lideranças do PT teriam procurado pré-candidatos do PDT e do PSD em municípios estratégicos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 14,2% das mudanças de filiação em 2023 envolveram partidos de uma mesma coligação, tendência que aumenta em ano pré-eleitoral.
Para Cid, a estratégia petista gera “ruído” em prefeituras onde a base aposta em candidaturas únicas para barrar o avanço da oposição. Ele reforçou que a cobrança é “leal” e foi levada internamente antes de chegar à imprensa.
“Não acho correto que um partido da base, principalmente o que comanda o governo, faça proselitismo e coopte quadros de outras legendas”, afirmou o senador.
Por que isso importa: riscos e números
O Ceará possui 184 municípios e, nas eleições de 2020, 67% das cidades registraram chapas formadas por mais de dois partidos da mesma coligação. De acordo com o Atlas da Política Municipal, rachas internos elevaram em 12% o número de candidaturas avulsas na região Nordeste naquele pleito. Especialistas alertam que, sem alinhamento, a dispersão de votos pode abrir espaço para legendas de oposição, como União Brasil e PL, que cresceram 8% em filiações locais no último ano.

No plano estadual, a fidelidade partidária é regulada pela Lei nº 13.165/2015, que prevê perda de mandato para quem muda de sigla fora da janela de troca. Ainda assim, articulações informais podem enfraquecer lideranças regionais e dificultar acordos no segundo turno.
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