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Camilo Santana anuncia saída do MEC para turbinar reeleição de Elmano
FORTALEZA/CE – Em visita ao Ceará, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), confirmou que deixará o comando do MEC para se dedicar integralmente à campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). A decisão antecipa a movimentação eleitoral nos bastidores e sinaliza a prioridade do PT em manter o Palácio da Abolição sob seu controle.
- Em resumo: Camilo vai percorrer todo o estado após a desincompatibilização para impulsionar Elmano e reforçar a parceria com o governo Lula.
Por que a saída agora?
Pela Lei 9.504/1997, ministros que pretendem disputar ou atuar diretamente em campanhas têm até seis meses antes do pleito para deixar o cargo. O calendário do Tribunal Superior Eleitoral projeta a janela de desincompatibilização para abril do ano eleitoral, mas Camilo decidiu antecipar o passo para liderar caravanas pelo interior.
No discurso, ele destacou que pretende “mostrar o que o Ceará tem feito” em educação e infraestrutura, pilares que o partido considera trunfos para fidelizar o eleitorado.
“Vou me desligar para percorrer o Ceará, dialogar com os cearenses e evidenciar os resultados da parceria entre os governos Lula e Elmano”, declarou Camilo.
Impacto na Educação e no xadrez político
A saída do ministro ocorre num momento em que o MEC debate novas metas do Plano Nacional de Educação. Analistas lembram que o Ceará ostenta IDEB acima da média nacional em Ensino Fundamental, resultado creditado a programas iniciados por Camilo quando era governador.

Politicamente, o PT cearense busca manter uma hegemonia que dura 16 anos. Segundo o IBGE, o estado reúne 184 municípios; a meta da legenda é repetir em 2026 a vantagem de 2022, quando Elmano venceu em primeiro turno com 54% dos votos válidos.
O que você acha? A saída antecipada do ministro fortalece o plano do PT no Ceará? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
