PF intercepta 113 cápsulas e 2,3 kg de droga em Fortaleza
Fortaleza – Uma operação relâmpago da Polícia Federal no Aeroporto Internacional Pinto Martins, no último fim de semana, frustrou três tentativas de envio de cocaína para a Europa e expôs novas táticas de “mulas humanas”.
- Em resumo: um homem e duas mulheres foram presos com drogas ingeridas ou coladas ao corpo antes de embarcar.
Como a PF detectou o esquema
Na sexta-feira (13), os agentes de segurança desconfiaram do comportamento de um passageiro e o submeteram ao scanner corporal. O equipamento revelou 13 cápsulas de entorpecente no estômago do suspeito, retiradas após intervenção médica.
Dois dias depois, o mesmo protocolo de análise de risco identificou técnicas ainda mais ousadas: uma passageira carregava 113 cápsulas ingeridas rumo a Paris, enquanto outra escondia 2,3 quilos da droga presos ao abdômen.
“As prisões só foram possíveis graças ao cruzamento de inteligência e ao uso de scanners de última geração”, destacou a PF.
Contexto e impacto: tendência preocupa autoridades
O uso de cápsulas ingeridas é arriscado: se uma delas se romper, a morte pode ocorrer em minutos por overdose. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que a apreensão de entorpecentes em aeroportos subiu 18% em 2023, refletindo a crescente pressão do crime organizado sobre rotas aéreas.
Pelos crimes de tráfico internacional (Lei 11.343/2006), os três detidos podem pegar de 5 a 15 anos de prisão, além de multa. A pena agrava-se porque havia intenção de atravessar fronteiras, configurando tráfico transnacional.

Especialistas veem relação direta entre a alta do euro e o aumento de tentativas de envio de cocaína para o Velho Continente, onde o quilo chega a valer até quatro vezes mais do que no Brasil. Em 2022, só no Aeroporto de Fortaleza, a Receita Federal já havia retido 62 kg de cocaína, segundo balanço oficial.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal
