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PF investiga deputada do CE por fraude de R$400 mil no INSS
Fortaleza/CE – A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) passou a usar tornozeleira eletrônica após a Polícia Federal deflagrar, na última terça-feira (17), a Operação Indébito. A nova fase da Sem Desconto desvendou um esquema que aplicava descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS e que já teria movimentado centenas de milhares de reais.
- Em resumo: empresária, advogada e servidores públicos também viraram alvo; dois foram presos.
Como funcionava o desconto clandestino
Segundo a PF, a associação de aposentados Aapen cadastrava dados falsos em sistemas do INSS para autorizar débitos mensais sem aval dos beneficiários. Relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal liga o empresário Natjo de Lima Pinheiro ao recebimento de R$ 400 mil provenientes das empresas da advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da entidade.
Além das prisões, 19 mandados de busca foram cumpridos no Ceará e no Distrito Federal. O diretor de Relacionamento da Dataprev, Alan Santos, e três servidores do INSS foram afastados. A investigação apura organização criminosa, estelionato previdenciário e lavagem de dinheiro.
“A parlamentar teria participado ativamente das fraudes e abriu empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema”, aponta trecho do inquérito obtido pela TV Globo.
Risco para aposentados e tamanho do prejuízo
Golpes contra beneficiários do INSS estão em alta. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que idosos concentram 60% das denúncias de fraudes financeiras registradas nas ouvidorias bancárias em 2025, sobretudo envolvendo consignados.
Na esfera pública, auditoria da Controladoria-Geral da União já havia alertado que descontos irregulares custam mais de R$ 1 bilhão por ano aos cofres da Previdência, valor que poderia financiar quase 70 mil benefícios de um salário mínimo por 12 meses.

Para especialistas em direito previdenciário, a participação de agentes políticos e gestores de TI, como o executivo da Dataprev, eleva o grau de sofisticação do golpe e dificulta a detecção pelos aposentados, que raramente conferem os contracheques detalhadamente.
E você? Acredita que a checagem mensal do extrato do INSS pode impedir esse tipo de fraude? Para acompanhar outras operações policiais, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
