- PF liga R$ 4 mi em luxo de deputada a fraude no INSS
- PF prende advogada que desviou R$ 780 mil e liga deputada ao esquema
- Cármen Lúcia vira cidadã cearense e assume nova responsabilidade
- Chuva de 64 mm em Banabuiú acende alerta hidrológico no Ceará
- Secult injeta R$1,17 mi em 59 projetos da Paixão de Cristo
Azul cancela voos em Quixadá e admite sem previsão de estreia
Quixadá (CE) – A Azul Linhas Aéreas confirmou que suspendeu indefinidamente seu projeto de voos regulares entre Quixadá e Fortaleza, encerrando expectativas criadas desde março de 2024 e deixando a região sem data para integrar a malha comercial.
- Em resumo: Falta de adequações no aeroporto levou a Azul a retirar Quixadá da rota antes mesmo do primeiro pouso.
Por que a Azul recuou de última hora?
Em nota enviada à imprensa, a companhia afirmou que revisa periodicamente “oportunidades de expansão”. Desta vez, a análise concluiu que o aeroporto regional não atende aos padrões técnicos exigidos, sobretudo na segurança operacional. Técnicos da empresa chegaram a vistoriar a pista em março do ano passado, quando chegaram acompanhados pelo prefeito Ricardo Silveira.
O plano inicial previa voos às segundas e quintas-feiras a partir de 8 de julho de 2024. A venda de bilhetes chegou a aparecer no site da Azul, mas foi retirada silenciosamente quando o calendário virou para 2025.
“A falta de adequações necessárias na infraestrutura do aeroporto deixou de oferecer condições técnicas para voos, afetando os altos padrões de segurança adotados pela Azul”, declarou a empresa.
Impacto regional: economia e conectividade em espera
Quixadá, município de 89 mil habitantes segundo a última estimativa do IBGE, poderia encurtar em quase duas horas o deslocamento até Fortaleza para turistas e empreendedores locais. Sem a rota aérea, a BR-122 continua sendo a única alternativa rápida de transporte, elevando custos logísticos para o polo universitário e para o comércio de laticínios, principal vocação econômica da região.
A Infraero, gestora do terminal, abriu licitação para transferir a manutenção a uma operadora privada, mas o processo ainda não foi concluído. Especialistas lembram que pistas regionais precisam de nova camada asfáltica a cada 10 anos e sistema de balizamento noturno certificado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para receber aeronaves da categoria ATR 72, modelo usado pela Azul em rotas curtas.

Sem esses requisitos, Quixadá perde competitividade frente a aeroportos como Jericoacoara e Juazeiro do Norte, que já recebem voos regulares e movimentaram juntos mais de 1,2 milhão de passageiros em 2023.
O que você acha? A modernização do aeroporto deve ser prioridade do governo estadual ou da iniciativa privada? Para mais notícias do interior cearense, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
