R$ 368 mil: prisão de hacker que burlava bancos com IA
Fortaleza/CE – Em ação da Operação Proteu realizada na última quarta-feira (18), a Polícia Civil do Ceará (PCCE) capturou um homem de 29 anos acusado de orquestrar fraudes bancárias usando recursos de Inteligência Artificial. O golpe enganava sistemas de reconhecimento facial e já movimentava centenas de milhares de reais.
- Em resumo: R$ 368 mil em espécie, 48 celulares e centenas de chips estavam com o suspeito.
Técnica de IA driblava reconhecimento facial
De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o investigado coletava fotos e dados pessoais das vítimas, criava vídeos sintéticos e, assim, abria contas fraudulentas em nomes alheios. A sofisticação do método possibilitava ultrapassar o “liveness test” de bancos, etapa que exige prova de vida no aplicativo.
Para evitar ser descoberto, ele pulverizava o dinheiro em várias contas recém-criadas. O Banco Central recomenda que correntistas consultem periodicamente o Registrato para identificar movimentações suspeitas.
“Ele manipulava a imagem em tempo real, enganando até os sistemas mais modernos”, detalhou um investigador da DRCC.
Fraudes digitais em alta: veja riscos e prevenção
A Febraban aponta que as tentativas de estelionato digital cresceram 23% em 2023, impulsionadas por ferramentas de IA generativa. Especialistas lembram que falsidade ideológica (art. 299) e estelionato (art. 171) preveem penas de até cinco anos, mas, quando há associação criminosa, as condenações podem ultrapassar oito anos.

Além do dinheiro vivo, os agentes recolheram computadores, maquinetas e documentos falsos que passarão por perícia para identificar outros envolvidos. O acusado permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação busca vítimas no Ceará e em outros estados.
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Crédito da imagem: Divulgação / PCCE
