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Gaeco captura elo feminino de facção paulista em Maracanaú
Maracanaú/CE – Uma operação do Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Gaeco, prendeu, na última quarta-feira (18), uma mulher apontada como braço logístico de uma facção paulista que age dentro e fora dos presídios cearenses. Segundo os investigadores, ela repassava ordens de um detento para comparsas nas ruas, mantendo vivo o esquema de tráfico de drogas.
- Em resumo: suspeita seria o “fio direto” entre a cela e o comando externo, acelerando ações do grupo.
Como funcionava a ponte entre o presídio e as ruas
De acordo com o Gaeco, a presa atuava como mensageira de um interno considerado liderança. Anotações apreendidas indicam que ela distribuía rotas, valores e alvos, garantindo que a hierarquia da facção fosse cumprida mesmo atrás das grades. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1 em cada 4 ordens de crimes violentos no Nordeste parte de dentro dos presídios, o que reforça a gravidade do elo agora rompido.
Durante etapa anterior da operação, em janeiro, dois homens já haviam sido capturados, ambos responsáveis pela disciplina interna do bando e pela cobrança de “taxas” a traficantes locais.
“As investigações continuam com o objetivo de desarticular a organização e responsabilizar todos os envolvidos”, informou o MPCE.
Facções e o desafio do Ceará
Relatórios da Secretaria da Segurança apontam que o Ceará abriga pelo menos quatro grandes facções interestaduais. A presença feminina nessas quadrilhas, embora minoritária, tem crescido: levantamento do FBSP revela aumento de 27% na participação de mulheres em estruturas de comando nos últimos cinco anos.

Especialistas explicam que elas tendem a assumir funções de logística e finanças, aproveitando menor suspeita da fiscalização. O caso de Maracanaú reflete esse padrão e chama atenção para a necessidade de controle do fluxo de informações entre presídios e ruas.
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Crédito da imagem: Divulgação
