“Nem morta”: Lia Gomes veta apoio a Moses ao Senado em 2026
Fortaleza/CE – A secretária das Mulheres do Ceará, Lia Gomes, foi taxativa ao rejeitar qualquer acordo para apoiar o deputado federal Moses Rodrigues como candidato ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas em 2026, posição que deixa o irmão, senador Cid Gomes, isolado dentro do próprio clã político.
- Em resumo: Lia afirma que “não tem o ‘p’ do perigo” de respaldar Moses, contrariando articulação de Cid.
Bastidores: por que o veto de Lia muda o jogo?
A fala contundente ocorreu em entrevista à FM Coqueiros e expõe a divisão no grupo que domina a política cearense desde a década de 1990. A recusa desidrata a estratégia de Cid, que costura aliança com Elmano para manter espaço no Palácio da Abolição e assegurar vaga no Senado em um pleito no qual cada estado escolherá duas cadeiras, conforme calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sem o endosso de Lia – hoje voz ativa em pautas de gênero no governo estadual – a negociação perde aderência junto à base histórica do PDT em Sobral, reduto dos Ferreira Gomes, e amplia a pressão por um nome considerado “da casa”.
“Não tem nem perigo. Não tem o ‘p’ do perigo. Nem morta”, disse Lia Gomes, ao vivo, sobre apoiar Moses.
Repercussão e impacto familiar
O ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes, já havia declarado oposição ao mesmo acordo, sinalizando que dois terços da família estão contra Cid. A cisão ocorre num momento em que o Senado se mostra estratégico: além de mandato de oito anos, a Casa decide indicações para o STF e controla comissões que avaliam empréstimos internacionais, vitais para obras no Ceará.

Analistas locais lembram que, em 2022, o eleitorado cearense somou mais de 6,8 milhões de votos válidos para cargos federais, e rupturas internas tendem a fragmentar esse capital político. Se a divergência persistir, novas lideranças regionais podem capitalizar o espaço deixado pelo grupo, alterando o xadrez eleitoral já na pré-campanha.
O que você acha? O racha na família Ferreira Gomes enfraquece a articulação de Cid ou fortalece novas alianças? Para acompanhar mais análises políticas, acesse nossa editoria de Política.
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