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segunda-feira, março 23, 2026

Carga secreta: 33 kg de skunk em aparelhos de ar-condicionado

Carga secreta: 33 kg de skunk em aparelhos de ar-condicionado

Fortaleza/CE – Uma ação conjunta da Polícia Civil do Ceará (PCCE) e da Receita Federal surpreendeu ao descobrir, na última sexta-feira (20), 33 kg de skunk camuflados dentro de cinco aparelhos de ar-condicionado transportados em um carro que chegara de Manaus.

  • Em resumo: droga de alto valor escondida em eletrodomésticos e dois suspeitos presos em flagrante.

Como a carga passou despercebida até chegar ao Ceará

A apreensão foi possível graças ao cruzamento de dados entre a Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando da Receita e a Delegacia de Narcóticos. Análises de risco apontaram a encomenda como suspeita, e câmeras de trânsito da SSPDS guiaram os agentes até o veículo estacionado no bairro Jóquei Clube. De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse tipo de droga, também chamada de “supermaconha”, chega a ser até cinco vezes mais potente que a cannabis comum.

Durante a revista, os aparelhos foram desmontados e os tabletes de skunk apareceram acondicionados em compartimentos metálicos. A operação, exibida pela Band, ainda revelou que a encomenda seguiria para uma oficina onde seria fracionada para distribuição local.

“Foram necessários poucos minutos para localizar a droga, mas meses de troca de informações para chegar a esse ponto”, afirmou um investigador da Denarc.

Da prisão à investigação sobre medicamentos roubados

Na sequência, os agentes vasculharam a oficina indicada e encontraram diversas caixas de remédios com indícios de roubo, abrindo um segundo inquérito. Os presos – um homem de 37 anos, já respondendo por violência doméstica, e outro de 22 – foram autuados por tráfico e adulteração de produtos medicinais. Ambos permanecem à disposição da Justiça.

Segundo o Atlas da Violência, o Nordeste responde por cerca de 27 % das apreensões nacionais de drogas, reflexo das rotas que ligam a região Norte aos portos cearenses. Cada quilo de skunk pode alcançar até R$ 18 mil no varejo, o que coloca o prejuízo da quadrilha em mais de R$ 500 mil nesta operação.

O que você acha? A repressão deve focar mais nos pontos de distribuição ou nas fronteiras? Para mais notícias de segurança, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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