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Sigla do Comando Vermelho pichada em prefeitura gera prisão na hora
Jaguaruana, Ceará – Horas depois de a sede da Prefeitura amanhecer coberta pela sigla do Comando Vermelho (CV), a Polícia Militar do Ceará prendeu, nesta terça-feira (24), o suspeito de vandalismo, identificado como Kaio Borges. A captura ocorreu ainda pela manhã, enquanto o acusado tentava remover a tinta em plena via pública.
- Em resumo: pichação ligada a facção resultou em prisão relâmpago e reforço no patrulhamento municipal.
Como a ação foi desvendada tão rápido
Segundo a PMCE, câmeras de segurança e posts em redes sociais revelaram o momento em que o homem, de moto, fazia a pichação. O rastreio das placas levou os policiais ao endereço dele, concluindo a detenção poucas horas após o crime. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 42% das ocorrências de depredação ligadas a facções no Nordeste terminam em prisão em flagrante, índice acima da média nacional.
Para evitar retaliações, o comando da PM reforçou rondas perto de prédios públicos e escolas, prática prevista no Plano Estadual de Segurança Integrada.
“Imagens que circulam nas redes sociais mostram o homem removendo a tinta e, em seguida, sendo conduzido à viatura”, detalhou nota da corporação.
Pena, custos ao erário e a força das facções
Pichar ou depredar patrimônio público configura crime ambiental segundo o artigo 65 da Lei 9.605/98, com pena de até um ano de detenção e multa. Além disso, a limpeza imediata da fachada custou cerca de R$ 3 mil aos cofres municipais, segundo a secretaria de Infraestrutura local.

Especialistas lembram que a exposição de siglas como a do CV serve para marcar território. Levantamento da Secretaria da Segurança do Ceará aponta que, apenas em 2023, 27 municípios registraram pichações com símbolos de facções, evidenciando a expansão dessas organizações.
O que você acha? A punição prevista em lei é suficiente para desestimular novos atos de vandalismo ligados ao crime organizado? Para mais cobertura sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PMCE
