Fundador da GDE é capturado com documento falso e dois mandados

Fundador da GDE é capturado com documento falso e dois mandados

Aquiraz/CE – A detenção de Marcos da Silva Pereira, o “Marquim Chinês”, 46, considerado um dos criadores da facção Guardiões do Estado (GDE), reacendeu o alerta sobre a expansão do crime organizado na Grande Fortaleza. Ele foi parado por patrulheiros do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE) enquanto dirigia no bairro Patacas e tentou enganar os agentes com identidade falsa.

  • Em resumo: Líder da GDE portava documento falso e tinha dois mandados ativos, ambos por homicídio e receptação.

Documento falso e mandados ativos: como foi a abordagem

Durante a fiscalização de rotina, os policiais estranharam a foto e o número do registro apresentado por Pereira. A checagem, feita com apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin), confirmou o histórico criminal do suspeito e revelou ordens judiciais pendentes por homicídio e receptação. Ele foi levado à Delegacia de Aquiraz e autuado em flagrante por uso de documento falso.

Segundo investigações, “Chinês” já havia sido preso em 2018, quando transportava R$ 19 mil em espécie e quebrou o celular para dificultar o acesso a provas. A polícia aponta que ele fornecia cerca de 100 kg de cocaína por mês à GDE.

“No momento da abordagem, o suspeito apresentou documentação fraudulenta, mas a identificação real foi confirmada rapidamente”, informaram agentes do BPRE.

Por que a GDE preocupa as autoridades

A facção, fundada em 2016, chegou a ser o segundo maior grupo criminoso do Ceará e, desde 2025, mantém aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro. Dados do Atlas da Violência 2023 mostram que o estado registrou taxa de 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 23,4. Especialistas associam parte desse índice à disputa territorial entre facções rivais.

Pereira atuava principalmente nas zonas nobres de Fortaleza, como Meireles e Varjota, e comandava pontos de venda de drogas na comunidade Verdes Mares, no Papicu. A polícia investiga se, mesmo após a fusão com o TCP, ele ainda exercia função de “fornecedor-chave” na cadeia de abastecimento de entorpecentes.

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Crédito da imagem: Divulgação / Reprodução G1

Vinicius Balbino

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