- Desfiliação em massa mira 2 cadeiras do Ceará na Câmara
- Dia da Mentira: Quixadá traz Festival que transforma boato em arte
- Fat Family puxa maratona de shows no 4º ano da Estação das Artes
- Com aval de Camilo, 1ª-dama de Barbalha mira vaga na Alece
- Renúncia relâmpago no BRB expõe ligação com fundo investigado
Fundador da GDE é capturado com RG falso e 2 mandados
AQUIRAZ, CE – Uma abordagem de rotina no bairro Patacas expôs, recentemente, a verdadeira identidade de Marcos da Silva Pereira, o “Marquim Chinês”, 46 anos, apontado como um dos criadores da facção Guardiões do Estado (GDE). O suspeito tentou enganar os policiais rodoviários com um documento falso, mas acabou detido e teve confirmados dois mandados de prisão por homicídio e receptação.
- Em resumo: líder da GDE usava RG falso e era procurado por crimes graves.
Como a farsa do documento foi descoberta
Agentes do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual, com apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin), desconfiaram da autenticidade do RG apresentado. Ao checar bancos de dados criminais, confirmaram que o motorista era, na verdade, o fundador da GDE, já investigado desde 2018 por movimentar cerca de 100 kg de cocaína por mês.
Segundo o Atlas da Violência, o Ceará registrou 39,6 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2023, índice acima da média nacional. Autoridades afirmam que facções como a GDE impulsionam esses números.
“Marquim Chinês confessou ser um dos fundadores da facção durante depoimento anterior”, relembra o relatório policial.
Do tráfico praiano aos ataques em 50 cidades
Investigações mostram que “Marquim” comandava o comércio de cocaína nos bairros Meireles, Varjota e na Favela da Verdes Mares, em Fortaleza. Em 2019, mais de 260 ataques a ônibus, bancos e órgãos públicos sacudiram 50 municípios cearenses; ele é suspeito de ordenar parte dessas ações.

Ao longo da carreira criminosa, o líder da GDE já fora preso com R$ 19 mil em espécie e quebrou um celular para esconder conversas com um prefeito, um ex-secretário estadual e um candidato a vereador. A Polícia Civil recuperou mensagens que citavam “resolver” assuntos após o período eleitoral, fato que segue sob apuração à luz da Lei nº 12.850/2013, que disciplina o combate a organizações criminosas.
O que você acha? A prisão de líderes faccionados reduz a violência ou apenas muda o comando? Para mais notícias de segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
