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Renúncia relâmpago no BRB expõe ligação com fundo investigado
Brasília-DF – A saída imediata do desembargador eleitoral cearense Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos do Conselho Fiscal do BRB, formalizada em 11 de fevereiro de 2026, abriu um flanco de crise de governança no banco público do Distrito Federal. O magistrado afirma ter descoberto apenas no dia da renúncia que sua indicação estaria associada ao Fundo Borneo, veículo do grupo Reag investigado no chamado “escândalo master”.
- Em resumo: Conselheiro deixa o cargo ao saber que foi indicado por fundo sob investigação federal.
Por que a indicação virou problema
Vasconcelos comunicou que “desconhecia integralmente” qualquer vínculo com o Fundo Borneo. O episódio reacende o debate sobre a rastreabilidade das nomeações em estatais e a adequação às boas práticas de governança recomendadas pelo Banco Central.
Segundo o fato relevante do BRB, tanto o conselheiro titular quanto seu suplente, Celivaldo Elói Lima de Sousa, entregaram os pedidos de desligamento com efeito imediato, deixando o colegiado sem quórum completo em pleno período de análise do balanço anual.
“Declaro que desconheço integralmente tal indicação. Não possuo qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca do referido fundo”, escreveu Leonardo Vasconcelos na carta de renúncia.
Efeito dominó: risco reputacional e reação do mercado
O BRB precisará agora recompor o Conselho Fiscal em até 30 dias, conforme a Lei das S.A., sob pena de ter assembleias suspensas. Movimentos bruscos em órgãos de fiscalização costumam preocupar investidores minoritários: pesquisa da Febraban mostra que 64% dos acionistas penalizam estatais que falham em transparência.

Embora o banco não tenha detalhado quem sugeriu o nome de Vasconcelos, a simples menção ao Fundo Borneo – ligado à gestora Reag e já alvo de investigações da Polícia Federal – eleva a pressão sobre os controles internos do BRB, que administra ativos de mais de R$ 30 bilhões.
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Crédito da imagem: Divulgação
