Desfiliação em massa mira 2 cadeiras do Ceará na Câmara
Fortaleza/CE – Em plena janela partidária, a federação PRD-Solidariedade conseguiu atrair os deputados federais Vanderlan Alves e Enfermeira Ana Paula, movimento que redesenha a disputa por vagas do Ceará na Câmara e pressiona siglas rivais a rever estratégias.
- Em resumo: Duas adesões turbinam a federação e podem garantir até 2 das 22 cadeiras federais cearenses em 2026.
Como o movimento altera o jogo eleitoral
Vanderlan trocou o Republicanos, enquanto Ana Paula deixou o Podemos, que agora vê sua chapa proporcional praticamente implodida. A presidente da federação, Giordanna Mano, e o líder do Solidariedade, Vaidon Oliveira, calculam que o novo bloco alcance o quociente eleitoral exigido pelo Ceará, que girou em torno de 200 mil votos em 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
O reforço ocorre em meio à cláusula de desempenho que, a cada pleito, aperta o cerco a partidos menores. Ao optar por federação – união que precisa durar quatro anos – PRD e Solidariedade somam tempos de TV e fundo partidário, vantagem impossível em coligações tradicionais.
“Com essas filiações, a federação poderá eleger dois deputados federais.”
Entenda o poder das federações partidárias
Criadas pela Lei nº 14.208/2021, as federações exigem fidelidade mínima durante toda a legislatura. Quem se desliga perde o mandato. O modelo evita legendas de aluguel e concentra força eleitoral: em 2022, quatro federações conquistaram 99 cadeiras no Congresso.

No Ceará, onde o quociente é um dos mais altos do Nordeste, cada voto extra conta. Se repetir a votação de 2022 – quando obteve 115 mil votos – Vanderlan empurrará o grupo para perto da meta, enquanto Ana Paula traz capilaridade no interior, sobretudo entre profissionais da saúde.
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Crédito da imagem: Divulgação
