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Sudene investe R$ 2,6 mi em palma forrageira que dribla seca
Quixeramobim, Ceará – O Semiárido recebe um reforço estratégico: a Sudene e o INSA iniciaram a implantação de 18 unidades de palma forrageira na região, garantindo mudas resistentes à cochonilha-do-carmim e ampliando a segurança alimentar de rebanhos, especialmente em períodos de estiagem.
- Em resumo: 165 mil mudas já estão em campo, primeira etapa de um pacote de R$ 2,6 milhões.
Por que a palma vira “seguro-verde” contra a estiagem
Rica em água e nutrientes, a variedade Orelha de Elefante Mexicana suporta longos verões e ainda resiste à principal praga que assola produtores nordestinos. Segundo o Ministério da Agricultura, cultivos bem manejados podem armazenar até 90 % de água em sua biomassa, fornecendo cerca de 180 t de matéria verde por hectare.
Com isso, pequenos pecuaristas obtêm ração fresca mesmo quando o pasto seca, reduzindo custos e evitando perdas de cabeças de gado.
“Cada propriedade contemplada deverá devolver parte das mudas, criando um ciclo contínuo de distribuição”, explicam técnicos do INSA.
Capacitação e renda: o ciclo que se retroalimenta
Além do plantio, o programa oferece dias de campo, cursos e visitas técnicas. A devolução obrigatória de mudas garante expansão sem novos gastos públicos e fortalece cooperativas locais.

Dados do IBGE mostram que, em 2022, mais de 60 % da pecuária cearense sofreu com redução de pasto por falta de chuva. A expectativa é que a nova rede de multiplicação alivie esse gargalo, impulsione a renda rural e diminua a dependência de ração externa.
O que você acha? A palma forrageira pode mudar o jogo para o produtor rural do Sertão? Saiba mais iniciativas do estado em nossa editoria Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação
