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quinta-feira, março 26, 2026

31 obras dão voz a 17 povos indígenas no MIS Ceará

31 obras dão voz a 17 povos indígenas no MIS Ceará

FORTALEZA/CE – A partir de 28 de março, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) transforma a Galeria da Liberdade em arena de memória viva: a mostra “Encantarias da Liberdade Indígena no Ceará” chega com 31 obras que escancaram a resistência, a arte e a espiritualidade de 17 povos distribuídos por 21 municípios cearenses.

  • Em resumo: exposição estreia sábado, 15h, com rituais Toré e Torém e acesso gratuito.

Por que esta mostra importa agora

Em ano marcado pela retomada do debate sobre demarcação de terras, a exposição reúne fotografias, instalação, faixa sonora e grafismos que documentam desde mobilizações contra feminicídio até processos de reconquista territorial. Segundo dados do MEC, o Ceará concentra hoje mais de 45 mil indígenas autodeclarados, número que sublinha a urgência de preservar essas narrativas.

Logo na abertura, lideranças Jenipapo-Kanindé, Tremembé e Kanindé comandam o Toré e o sagrado Torém, ritual que une canto, dança e protesto político.

“São povos que resistem no tempo, afirmam suas identidades e mantêm vivas suas práticas culturais, espirituais e territoriais”, enfatizam os curadores Nyela Jenipapo, Rodrigo Tremembé e Suzenalson Kanindé.

Contexto, artistas e horários

A Galeria da Liberdade, criada em 2025 no conjunto arquitetônico do Palácio da Abolição, abre as portas às quartas e quintas (10h-18h) e às sextas e sábados (13h-20h). A entrada é permitida até 30 minutos antes do fechamento.

No percurso, o visitante ouvirá frases de liderança indígenas e conhecerá nomes como Cícero Kanindé, Jardel Anacé e Moisés Tremembé, além de 24 fotografias de Iago Jenipapo que registram assembleias, atos contra o feminicídio e celebrações de cura.

Além de celebrar as línguas Nheengatu, Dzubukuá e Tremembé, a mostra reforça que cultura também é direito: cada obra dialoga com a luta por território, proteção ambiental e combate ao racismo estrutural.

O que você acha? Iniciativas culturais podem acelerar o reconhecimento dos direitos indígenas? Para acompanhar outras pautas do estado, acesse nossa editoria Ceará.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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