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Professor de ioga uruguaio vira réu por semana de perseguição
ARACATI, CE – O Ministério Público do Ceará denunciou, na última terça-feira (24), um instrutor de ioga uruguaio que teria transformado aulas particulares em porta de entrada para assédio sexual e perseguição contra uma mulher em Canoa Quebrada. A acusação foi formalizada quase dois anos após o episódio e pode levá-lo a penas de até seis anos de prisão.
- Em resumo: Após recusar novas aulas, vítima foi vigiada na porta de casa por sete dias seguidos.
Como o assédio começou
Segundo a denúncia, o réu conheceu a vítima durante uma viagem em agosto de 2023, trocou contatos e, horas depois, apareceu sem convite na residência dela, onde ela vivia sozinha e relatava crises de pânico. Valendo-se da autoridade de professor, passou a aplicar “técnicas de relaxamento” que, descreve o MPCE, tinham conotação sexual e ocorriam sem qualquer consentimento.
Com o desconforto crescente, a mulher decidiu interromper as aulas. Foi então que, durante uma semana, o homem se postou diariamente em frente à casa e enviou centenas de mensagens. Desde 2021, a Lei 14.132 tipifica perseguição como crime autônomo no Brasil — foram 120,202 ocorrências só em 2023, mostram dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“O denunciado ministrava as aulas aplicando ‘técnicas’ íntimas de relaxamento, tudo sem consentimento da vítima, deixando-a desconfortável”, registra o MPCE.
Reincidência e busca internacional
O histórico do suspeito preocupa as autoridades. Em setembro de 2024, um professor de ioga de 62 anos, também uruguaio e atuante em Canoa Quebrada, fora preso por estupro de vulnerável após fugir para seu país e entrar na lista vermelha da Interpol. O MPCE, porém, ainda não confirma se se trata do mesmo indivíduo denunciado agora.

Especialistas lembram que crimes sexuais cometidos em ambientes terapêuticos são subnotificados: apenas 7 em cada 100 vítimas formalizam boletim de ocorrência, revela o Anuário 2024 do FBSP. Além do assédio, a denúncia atual aponta uso de condição de “curador holístico” para explorar emocionalmente pessoas fragilizadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / MPCE
