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PF fecha cerco a postos do CE por cartel que inflaciona gasolina
FORTALEZA/CE – Na última sexta-feira (27), a Polícia Federal deflagrou uma ofensiva que mira postos e distribuidoras suspeitos de combinar preços e provocar aumentos artificiais de combustíveis em 11 estados e no Distrito Federal, prejudicando diretamente o motorista cearense.
- Em resumo: PF, ANP e Senacon investigam suposto cartel que pode ter manipulado valores nas bombas em todo o País.
Como a operação investiga o “efeito dominó” nos preços
Equipes de fiscalização coletaram notas fiscais, extratos de compra e amostras de gasolina em postos do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Tocantins e Goiás. O material vai apontar indícios de fixação de preços – prática ilícita prevista na Lei nº 12.529/2011, que regula a defesa da concorrência.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, a multa para quem combina valores pode chegar a R$ 5 milhões por estabelecimento. Já crimes contra a ordem econômica preveem reclusão de 2 a 5 anos, além de multa, de acordo com o artigo 4º da Lei de Crimes Contra a Economia Popular.
“As irregularidades flagradas serão remetidas à PF para verificar autoria e materialidade”, informou nota oficial da corporação.
Por que o bolso do consumidor sente primeiro
Dados do Banco Central mostram que combustíveis responderam por 7% da inflação medida pelo IPCA em 2023, índice que pressiona desde o frete até os produtos básicos na prateleira.

No Ceará, o litro da gasolina comum saltou, em média, de R$ 5,46 para R$ 5,89 em apenas quatro semanas – alta de 7,8%, segundo levantamento semanal da ANP. Se confirmada a formação de cartel, a fatura extra pode ter custado ao motorista cearense cerca de R$ 25 a cada tanque de 50 litros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal
