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Carro elétrico puxava ‘gato’: dono sai livre após fiança em Fortaleza
Fortaleza/CE – Na última quinta-feira (26), às 6h45, uma inspeção de rotina da Enel Ceará surpreendeu um motorista de 34 anos carregando seu carro elétrico por meio de uma ligação clandestina direto da rede pública. Ele foi detido em flagrante, mas deixou a prisão menos de 24 horas depois, ao quitar a fiança arbitrada pela Polícia Civil e homologada pela Justiça.
- Em resumo: ligação clandestina abastecia veículo elétrico na garagem; suspeito pagou fiança e responde em liberdade.
Como o “gato” foi descoberto
Equipes técnicas da concessionária faziam análise comparativa de consumo quando identificaram pico incomum na residência do bairro Boa Vista. A visita de campo confirmou a suspeita de furto de energia: fios desviavam a corrente antes do medidor e alimentavam um carregador veicular particular.
O motorista, identificado como Diego do Nascimento Lima, acompanhava a recarga no momento da abordagem. Segundo o auto de prisão, a conduta configura o artigo 155, §3º do Código Penal, que prevê pena de um a oito anos.
“O autuado foi posto em liberdade mediante pagamento da fiança devidamente quitada”, registrou a Vara de Audiências de Custódia.
Impacto financeiro e riscos à rede
O furto de energia não pesa só no bolso da concessionária: a Aneel calcula que as perdas técnicas e não técnicas custaram ao Brasil cerca de R$ 5,5 bilhões em 2024, valor que é repassado à conta de luz de todos os consumidores.
No Ceará, a Enel aponta que mais de 447 mil residências sofreram algum tipo de “gato” em 2025, resultando em 180 prisões. Além dos danos econômicos, a prática provoca oscilações e curto-circuitos que colocam vizinhos em risco de incêndio.

Somente nesta semana, outros dois flagrantes foram registrados: um homem preso em Aracati após quatro anos de desvio contínuo e outro detido em Quixeré na terça-feira (24). A concessionária diz usar big data e inteligência para cruzar consumo, histórico e temperatura dos cabos na rua, acelerando a detecção de fraudes.
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Crédito da imagem: Divulgação
