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Golpe do advogado falso financiava facção; 5 presos
Pacatuba/CE – Uma ação batizada de “Falso Patrono” desmantelou, na última sexta-feira (27), um esquema que usava perfis de advogados reais para extorquir vítimas e, segundo a Polícia Civil, injetar dinheiro em uma facção que atua na Grande Fortaleza.
- Em resumo: grupo exigia “taxas” para liberar alvarás judiciais e canalizava o lucro para o crime organizado.
Como a quadrilha enganava as vítimas
Investigadores da Divisão de Combate a Crimes Econômicos Praticados por Meios Cibernéticos rastrearam mensagens enviadas por aplicativos em que os suspeitos prometiam a liberação imediata de valores judiciais — mediante o pagamento antecipado de despesas fictícias.
As conversas exibiam fotos de profissionais cadastrados na OAB, o que aumentava a credibilidade do golpe. De acordo com a Polícia, uma única vítima formalizou prejuízo de R$ 10 mil em fevereiro de 2025. Casos semelhantes já foram identificados no Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia. Para especialistas da Febraban, golpes que simulam serviços jurídicos vêm crescendo com o avanço do PIX e respondem por parte dos R$ 2,5 bilhões em tentativas de fraude evitadas pelos bancos em 2023.
“Rastreamos IPs, e-mails de recuperação e transações bancárias que ligavam todos os envolvidos”, destacou o delegado João Amorim.
Dinheiro do estelionato reforçava crime organizado
Os cinco presos pertencem, segundo a investigação, a uma célula familiar com funções bem definidas: coordenação, “laranjas”, suporte logístico e operação digital. O valor arrecadado financiava disputas territoriais e aquisição de armas para a facção que domina parte da Região Metropolitana de Fortaleza.

Além das prisões em Pacatuba e Guaiúba, foram cumpridos mandados de busca em imóveis onde foram apreendidos celulares, notebooks e comprovantes de transações. Um sexto integrante continua foragido.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil do Pará
