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Empréstimo de R$15 mil vira possível jazida de petróleo no CE
Tabuleiro do Norte/CE – Ao perfurar um poço em busca de água para enfrentar a seca, o agricultor Sidrônio Moreira, 63 anos, viu jorrar um líquido preto de odor forte. Agora, a família vive a expectativa de um laudo da ANP que pode confirmar a presença de petróleo e mudar o destino do sítio.
- Em resumo: dívida contraída para água pode se transformar em descoberta de hidrocarbonetos, mas área segue interditada.
Da água ao óleo: entenda a virada inesperada
O poço, financiado por um empréstimo de R$ 15 mil, foi aberto em novembro de 2024. No lugar do esperado lençol freático, brotou um fluido escuro. Testes preliminares do IFCE indicaram semelhança físico-química com o petróleo da Bacia Potiguar, situada na fronteira entre Ceará e Rio Grande do Norte.
Desde 12 de março, técnicos da Agência Nacional do Petróleo isolaram o local e proibiram novas perfurações até a conclusão dos exames laboratoriais.
“Não me arrependo de nada. Eu buscava água, encontrei uma novidade que pode ajudar nossa terra”, afirma Sidrônio.
Impacto ambiental e econômico na região do Vale do Jaguaribe
Tabuleiro do Norte, a 210 km de Fortaleza, enfrenta estiagens cíclicas: segundo o IBGE, o semiárido cearense registra média pluviométrica 40 % inferior à brasileira. A falta de água obriga famílias a recorrerem a adutoras e carros-pipa. Uma nova tubulação, prevista para este mês, deve beneficiar 700 lares, inclusive o do agricultor.

Enquanto o laudo oficial não sai, a incerteza trava o plantio e a criação de animais. A orientação da ANP é evitar contato com o possível óleo para não contaminar o aquífero local. Caso o resultado confirme hidrocarbonetos, o campo poderá ser declarado de utilidade pública, exigindo nova negociação com a União e possíveis royalties.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
