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IA cearense com 99% de acerto leva estudante de 16 anos aos EUA
Iracema/CE – Uma ferramenta de Inteligência Artificial criada por uma aluna de 16 anos colocou o interior do Ceará no centro da maior vitrine mundial de ciência pré-universitária: a Regeneron ISEF, que acontece em Phoenix, em maio.
- Em resumo: algoritmo identificou padrões de feminicídio no CE com precisão de quase 99% e rendeu à criadora a vaga na feira dos EUA.
Como o algoritmo enxergou a violência que os números escondem
O projeto de Yanna Queiroz, estudante da EEMTI Dep. Joaquim de Figueiredo Correia, analisou 174 registros de feminicídio entre 2022 e 2025. Com dados do Atlas da Violência como referência, a jovem treinou redes neurais para apontar idade, cor da pele e localização das vítimas com acurácia surpreendente.
O resultado expôs regiões críticas do Ceará e confirmou a maior incidência entre mulheres pretas ou pardas de 20 a 30 anos, reforçando o recorte racial e geracional do crime.
“Busquei entender quem são essas mulheres para propor caminhos que reduzam os assassinatos”, explicou Yanna.
Por que o feito importa além da sala de aula
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.437 feminicídios em 2024 — média de quatro por dia. Ao antecipar onde a violência é mais provável, a plataforma pode orientar instalação de delegacias especializadas e abrigos, meta já defendida pela equipe da estudante.

Aos olhos de avaliadores da FEBRACE, o trabalho se destacou por unir IA de ponta e impacto social direto, tendência que explica por que nove projetos brasileiros ganharam passaporte para a ISEF 2026. Para Yanna, porém, o próximo passo é cursar medicina sem abandonar a pesquisa aplicada a causas sociais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
