Execução em Tauá: suspeitos tentam atropelar PM e fogem armados

Execução em Tauá: suspeitos tentam atropelar PM e fogem armados

Tauá-CE – Um ataque a tiros matou uma mulher de 40 anos e deixou um homem ferido na noite de sábado (28). Horas depois, os suspeitos jogaram o carro contra uma patrulha em Parambu, trocaram tiros e desapareceram em área de mata, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

  • Em resumo: depois do homicídio, o grupo tentou atropelar policiais, abandonou veículo roubado com munição 9 mm e áudios de facção.

Caçada começou após ordem de parada ignorada

Na madrugada de domingo (29), um Fiat Cronos prata desobedeceu a sinalização da Polícia Militar em Parambu. O motorista acelerou contra os agentes, iniciou uma perseguição e abriu fogo. O veículo foi encontrado abandonado na CE-279, com indícios de clonagem e registro de roubo em Fortaleza. Dentro dele, os PMs recolheram munições, celulares e mensagens que, segundo a investigação, conectam os ocupantes ao homicídio em Tauá. Dados do Atlas da Violência mostram que o Ceará figura entre os dez estados com mais mortes violentas por 100 mil habitantes.

A Delegacia Regional de Tauá assumiu o inquérito e trabalha para identificar todos os envolvidos. A vítima, que tinha passagens por organização criminosa, tráfico e posse ilegal de arma, morreu ainda na via pública.

“O automóvel apreendido apresenta sinais de clonagem e será periciado”, informou a SSPDS em nota.

Violência na rota Tauá-Parambu expõe facções

Os dois municípios vizinhos formam corredor estratégico para quadrilhas que disputam rotas de drogas vindas da divisa com o Piauí. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, facções ampliaram a presença no interior cearense na última década, elevando o índice de homicídios femininos; 71 % das vítimas são executadas com arma de fogo.

A lei do feminicídio (13.104/2015) prevê agravante quando o crime decorre de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher. Embora a motivação ainda seja apurada, a promotoria avalia se o caso pode ser enquadrado na legislação.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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