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domingo, março 29, 2026

Bece 159 anos: irmãs unem música indígena e romance em noite especial

Bece 159 anos: irmãs unem música indígena e romance em noite especial

Fortaleza/CE – No próximo 31 de março, o minianfiteatro do Centro Dragão do Mar será tomado pela força criativa das irmãs Ana e Marlui Miranda. O encontro, parte da programação de 159 anos da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece), promete um mergulho simultâneo na literatura histórica e na música indígena, com entrada gratuita, acessibilidade em Libras e transmissão confirmada pela Globo e Record.

  • Em resumo: romance, canto indígena e 500 anos de diálogo cultural ocupam o Dragão às 19h.

Da Praia de Iracema ao mundo: 500 anos de conversa

Nascidas a poucos metros do mar, as Mirandas transformaram o “quarto mágico” da infância numa plataforma global. Ana, vencedora de Jabutis e traduzida para 20 idiomas, lerá trechos de Yuxin, romance ambientado na floresta acreana de 1919. Já Marlui, doutora em Musicologia, levará ao palco canções criadas a partir de pesquisas com mais de 30 etnias.

O formato “lítero-musical” faz eco às diretrizes da Bece de ampliar acesso a diferentes linguagens. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), eventos que misturam artes elevam em até 23 % a retenção de público em bibliotecas públicas.

“Batizamos o encontro de Duas irmãs, 500 anos de conversa porque fazemos a ponte entre o Brasil de 1500 e o de agora”, resume Ana Miranda.

Por que a Biblioteca aposta na oralidade

O programa Margem da Palavra nasceu em 2025 para criar uma “terceira margem” entre o livro e o palco. Desde então, mais de 4 mil pessoas já passaram pelo minianfiteatro, convertendo o espaço em ágora contemporânea. Além de rodas de conversa, a curadoria abre espaço a performances que tratam de memória, território e resistência indígena – temas alinhados ao novo Plano Nacional de Cultura em discussão no Ministério da Cultura.

Com a Bece situada no centro de um corredor cultural que inclui museus, cinema e o próprio Dragão, a expectativa é de casa cheia. A jornalista Eleuda de Carvalho, especialista em cultura popular, fará a mediação, guiando o público pelos bastidores de criação das irmãs.

O que você acha? Esse modelo que mistura arte e ancestralidade deve ser replicado em outras cidades? Para mais notícias sobre a cena cultural cearense, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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