- Execução em tatame: tiros interrompem treino em Jericoacoara
- Pesquisa 2026: Lula lidera, mas perde por 1 ponto no 2º turno
- Capotamento na BR-122 deixa cinco feridos e duas em estado crítico
- Virada histórica: 13 de abril enfim vira feriado em Fortaleza
- Prefeito Antônio Martins troca PDT pelo PSB de Cid e mira Brasília
Execução a tiros de fuzil dentro de academia choca Jijoca
JIJOCA DE JERICOACOARA/CE – Na manhã desta segunda-feira (30), o lutador de artes marciais Thales, conhecido como “Thales Lutador”, foi executado a tiros de fuzil dentro de uma academia local, crime que evidencia o grau de ousadia de grupos armados no litoral oeste do Ceará.
- Em resumo: atiradores usaram armamento de guerra e deixaram cápsulas de fuzil espalhadas pelo salão de treinos.
Ataque militarizado e fuga rápida
Testemunhas relataram que os disparos foram direcionados principalmente à cabeça da vítima, impedindo qualquer chance de socorro. O calibre das cápsulas encontradas reforça o uso de armamento de alta potência, cenário que, segundo o Atlas da Violência, cresce 18% ao ano nos homicídios envolvendo fuzis no Nordeste.
A Polícia Civil do Ceará (PCCE) assumiu as investigações por meio da Delegacia de Jijoca de Jericoacoara e procura por imagens externas que possam mapear a rota de fuga dos suspeitos.
“A violência do ataque chamou a atenção das autoridades”, informou a PCCE ao detalhar os estojos de fuzil coletados na cena.
Facções e histórico da vítima
Thales já havia sido indiciado por tráfico de drogas, e a principal linha apurada é a de vingança ligada ao avanço de facções que disputam rotas de entorpecentes na região turística. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança mostram que o Ceará registrou, em 2022, 63% dos homicídios com indícios de execução relacionada a organizações criminosas.

A presença de armamento de guerra em áreas urbanas contrasta com a legislação brasileira, que restringe fuzis a forças de segurança. Especialistas apontam que armas desviadas do tráfico internacional chegam ao Estado via fronteiras porosas do Norte e seguem para pontos costeiros estratégicos como Jericoacoara.
O que você acha? A escalada de armas de guerra deve receber resposta mais rígida das autoridades? Para mais reportagens sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Câmera de Segurança
