Lula confirma Alckmin vice e aciona troca de 14 ministros
Brasília (DF) – Durante reunião ministerial nesta terça-feira (31), o presidente Lula cravou que Geraldo Alckmin voltará a compor a chapa como vice na disputa pela reeleição, desencadeando a saída de 14 ministros que pretendem concorrer em outubro.
- Em resumo: anúncio sela Alckmin como vice e obriga desincompatibilização recorde no primeiro escalão.
Por que 14 ministros precisam sair agora?
A legislação eleitoral exige que ocupantes de cargos no Executivo que desejem se lançar candidatos se afastem até 4 de abril. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o descumprimento gera inelegibilidade imediata.
A regra, entretanto, não atinge presidente nem vice, o que permite a permanência de Lula no Planalto e de Alckmin na campanha — mas não no comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula na reunião.
Impacto político e números da desincompatibilização
Com 14 baixas confirmadas e outras quatro previstas, o governo superará a marca de 2014, quando 12 ministros deixaram seus cargos para disputar eleições. O movimento abre espaço para interinos, prática comum em anos eleitorais, mas que costuma reduzir a velocidade de execução de políticas públicas.

Especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lembram que períodos de transição ministerial podem diminuir em até 20% a liberação de verbas discricionárias, afetando principalmente programas de infraestrutura e repasses a estados.
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