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2,8 mil crianças sem creche travam o futuro em Fortaleza
Fortaleza/CE – Mesmo após a Prefeitura criar 346 unidades de Educação Infantil, pelo menos 2.800 crianças continuam fora das creches municipais, número que ameaça o desenvolvimento de toda uma geração e pressiona a meta de atender 50% da população de 0 a 3 anos até 2025.
- Em resumo: déficit histórico de vagas expõe crianças a riscos socioemocionais e amplia a desigualdade.
Por que o déficit persiste?
A construção de novos Centros de Educação Infantil avança devagar: dos R$ 45 milhões previstos em 2025, apenas R$ 11 milhões foram executados. Para suprir a demanda imediata, o município recorre a creches conveniadas, mas especialistas alertam que a qualidade precisa ser rígida, conforme exige o Marco Legal da Primeira Infância segundo o MEC.
Hoje, 38% das crianças de até 3 anos estão matriculadas; a capital precisaria abrir cerca de 10 mil vagas em dois anos para alcançar o patamar prometido.
“Quando falhamos nessa fase, o prejuízo se acumula por toda a existência”, adverte Rui Aguiar, chefe do Unicef no Ceará.
Impacto direto na família e na economia
Avós já representam 31% dos cuidadores, revela pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal/Datafolha. Sem creche, responsáveis deixam o mercado de trabalho ou recorrem a jornadas exaustivas em casa, cenário que afeta a renda familiar e a produtividade local.
O Banco Mundial estima que cada ano de atraso em políticas de Primeira Infância pode reduzir em até 3% o PIB futuro de um país. Em contrapartida, estudos do Inep indicam retorno social de R$ 7 para cada R$ 1 investido em educação de 0 a 6 anos.

Cidades que universalizaram vagas, como Sobral, registraram aumento de 20 pontos no Ideb dos anos iniciais, prova de que o investimento precoce se converte em ganhos acadêmicos duradouros.
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Crédito da imagem: Divulgação / SVM
