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- Páscoa 2026: Chocolates disparam 16,7% apesar do cacau despencar
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Páscoa 2026: Chocolates disparam 16,7% apesar do cacau despencar
FGV – Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) revela que, embora a cesta típica de Páscoa esteja 5,73% mais barata na comparação anual, o preço dos chocolates subiu 16,71% e virou o grande vilão do feriado em todo o país.
- Em resumo: Chocolate ficou quase seis vezes acima da inflação geral de 3,18%.
Por que o bombom ficou salgado?
Segundo o Ibre, a indústria não repassou ao consumidor a queda de cerca de 60% no preço internacional do cacau registrada desde outubro de 2025. O fenômeno é explicado pelo chamado “efeito defasagem”: custos de energia, embalagens e logística pesam mais e demoram a refletir movimentações de commodities, conforme boletins do IBGE.
Além disso, contratos futuros firmados quando a amêndoa estava cara ainda estão sendo liquidados, o que segura a redução na gôndola.
“Mesmo com o cacau recuando 60% em 12 meses, o preço ao consumidor subiu 16,71%”, aponta o levantamento.
Efeito no bolso e no mercado
A disparada não ocorreu só no chocolate. Produtos tradicionais da Semana Santa, como bacalhau (9,9%) e sardinha em conserva (8,84%), também superaram a inflação. Já a cesta global — que inclui azeite, ovos e vinho — recuou graças ao desempenho recorde da safra de grãos, que barateou farinhas e óleos vegetais.
Para 2026, analistas de varejo projetam aumento de 3% nas vendas em volume, mas queda de 2% em ticket médio. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (Abicab) lembra que o Brasil consome em média 730 mil toneladas de chocolate por ano, o que faz qualquer variação de preço ter impacto direto na renda das famílias, sobretudo as de renda média.

Na prática, quem quiser economizar deve comparar preços entre marcas, optar por barras maiores em vez de bombons individuais e, se possível, antecipar a compra — estratégia que pode reduzir o gasto em até 15%, segundo consultorias de consumo.
O que você acha? Vai reduzir a compra de ovos ou pagar o preço para manter a tradição? Para acompanhar outras análises sobre o impacto dos preços no seu bolso, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
