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Itália quer corredor no Golfo para fertilizante russo e evitar fome
Paris, França – Em pronunciamento na reunião ministerial da OCDE, o vice-premiê e chanceler italiano Antonio Tajani pediu a criação de um “corredor humanitário” no Estreito de Ormuz que permita o escoamento de fertilizantes russos para países em desenvolvimento, sobretudo africanos, alertando para o perigo de uma nova crise alimentar.
- Em resumo: sem fertilizante, safras podem despencar e provocar ondas migratórias, segundo Tajani.
Por que o Estreito de Ormuz é estratégico
Responsável por cerca de 20% do tráfego marítimo global de petróleo, o Estreito de Ormuz é também rota natural para navios cargueiros que transportam insumos agrícolas. Desde o início da guerra na Ucrânia, sanções e tensões regionais reduziram o fluxo de fertilizantes vindos da Rússia, segundo dados do Ministério da Agricultura.
A proposta italiana busca repetir, em menor escala, o modelo do acordo de grãos do Mar Negro, viabilizado em 2022 com mediação da ONU, garantindo passagem segura mesmo em cenário de conflitos.
“A falta de fertilizantes pode causar uma crise alimentar e um aumento nos fluxos migratórios”, advertiu Tajani em Paris.
Risco global e números que preocupam
Levantamento da FAO mostra que até 30% da produção de cereais na África depende diretamente de fertilizantes nitrogenados. Já o Brasil, grande exportador de alimentos, importa 85% de seus adubos, o que explica a volatilidade recorde de preços registrada em 2023.

Especialistas alertam que, a cada 10% de alta no custo dos fertilizantes, a produção de grãos em economias vulneráveis pode cair até 4%, pressionando ainda mais a segurança alimentar mundial.
O que você acha? Um corredor humanitário resolveria a escassez ou é preciso repensar as sanções? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
