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Ação de Páscoa no Hias leva super-heróis e esperança
FORTALEZA/CE – Na última quarta-feira (1º), o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) virou cenário de festa: crianças internadas trocaram a tensão dos procedimentos por abraços em personagens e brincadeiras de Páscoa, numa estratégia que, segundo a direção, acelera a recuperação e fortalece vínculos familiares.
- Em resumo: Voluntários caracterizados animaram 80 pacientes, que ganharam kits lúdicos e ensaio fotográfico neonatal.
Por que a recreação importa no tratamento?
Hospitais pediátricos que adotam ações de humanização registram menor tempo de internação e mais adesão ao tratamento, aponta a Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde.
No Hias, pedagogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos uniram forças com voluntários fantasiados de Stitch, Sonic e outros ídolos infantis. Além dos jogos, cada paciente recebeu desenhos para colorir e lanches adaptados às restrições médicas, garantindo segurança clínica e diversão.
“O hospital não precisa ser só dor; também pode ser retomada de vida e cuidado”, destacou a diretora-geral Fábia Linhares.
Impacto além do corredor pediátrico
A secretária da Saúde, Tânia Mara Coelho, afirma que iniciativas como esta integram a meta estadual de um SUS mais humanizado. Criada em 2003, a PNH – conhecida como HumanizaSUS – recomenda a inclusão de eventos culturais para reduzir ansiedade e melhorar indicadores clínicos.
No setor neonatal, bebês das UTIs ganharam orelhinhas de EVA para um ensaio fotográfico. “A participação dos pais na confecção dos adereços reforça o elo familiar em um momento frágil”, explicou a psicóloga Joana Vitória.

Para mães como Sheila Carvalho, que atravessou 570 km do Rio Grande do Norte para acompanhar a filha Maria Edviges após um infarto, o alívio foi imediato: “Ela se esqueceu dos fios por alguns minutos e só falava no Stitch”.
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Crédito da imagem: Divulgação
