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Chagas Vieira se filia ao PDT e puxa fila de 14 secretários
Fortaleza/CE – Em plena janela partidária, o ex-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, confirmou a saída do governo Elmano e assinou filiação ao PDT durante transmissão na Band, movimento que sinaliza sua possível corrida eleitoral em 2026.
- Em resumo: Ex-secretário adere ao PDT e engrossa grupo de 14 auxiliares que deixaram o Palácio da Abolição até 4 de abril.
Por que a debandada importa agora?
A legislação de desincompatibilização eleitoral determina que ocupantes de cargos públicos devem se afastar seis meses antes do pleito caso queiram concorrer. O prazo termina em 4 de abril e já provocou a saída de 14 secretários e oito assessores estratégicos no Ceará.
Vieira, que assumira a Casa Civil em dezembro de 2024, avalia disputar uma cadeira na Câmara ou até o Senado. A filiação dele ocorre justamente quando o PDT tenta conter perdas: a sigla tem hoje apenas um deputado federal cearense, André Figueiredo, e acaba de recuperar fôlego com a adesão da deputada estadual Juliana Lucena.
“Ingressei em uma legenda histórica, defensora da democracia e da justiça social”, declarou Chagas nas redes, ao lado de Figueiredo.
Efeito cascata na base de Elmano
Além de Vieira, nomes como Eduardo Bismarck e Lia Gomes deixaram secretarias e retornaram ao Congresso e à Assembleia, respectivamente. O movimento reforça a reconfiguração de alianças entre PT, PDT e blocos menores para 2026, quando os eleitores cearenses escolherão dois senadores, deputado federal, estadual, governador e presidente.

Segundo dados do Atlas Político, 28% dos secretários estaduais brasileiros que se afastam acabam eleitos no pleito seguinte, percentual que salta para 35% no Nordeste — índice que ajuda a explicar a movimentação intensa nos bastidores do poder local.
O que você acha? A filiação de Chagas fortalece ou fragiliza o PDT na disputa de 2026? Para acompanhar outras viradas no cenário, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Thiago Gadelha/SVM
