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sexta-feira, abril 3, 2026

Navio africano à deriva por 60 dias leva tripulantes à UPA

Navio africano à deriva por 60 dias leva tripulantes à UPA

Fortaleza (CE) – Depois de flutuar quase dois meses sem propulsão nem comunicação plena no Atlântico, um navio de bandeira africana chegou rebocado ao Porto de Fortaleza e seus 11 tripulantes precisaram de atendimento emergencial na UPA da Praia do Futuro na última quinta-feira (2).

  • Em resumo: Marinha resgatou a embarcação; seis tripulantes receberam socorro imediato e outros cinco foram atendidos à tarde.

Como o resgate mobilizou três navios da Marinha

A operação começou em 9 de março, quando o Navio-Patrulha Oceânico Araguari saiu em busca de contato. Dias depois, a Corveta Caboclo e o Rebocador de Alto-Mar Triunfo reforçaram a missão, culminando na chegada segura ao cais cearense em 27 de março. De acordo com boletim oficial da Marinha, a ação evitou risco ambiental e garantiu suprimentos vitais à tripulação.

A Polícia Federal relatou que os tripulantes – nove ganeses, um albanês e um holandês – apresentavam condições mínimas de higiene, restrição severa de água potável e alto estresse psicológico após a pane hidráulica que inutilizou rádio HF e sistema satelital.

“O êxito da missão reside na integridade física e psicológica dessas 11 vidas que poderão, em breve, voltar para seus lares”, enfatizou o vice-almirante Jorge José de Moraes Rulff, comandante do 3º Distrito Naval.

PF investiga abandono e situação migratória

Sem representante legal da embarcação, a PF abriu procedimento para apurar possível abandono de tripulantes, infração prevista na Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS-1974) e na Lei de Migração brasileira. A checagem documental incluirá vistos, contratos de trabalho marítimo e eventuais violações trabalhistas.

Enquanto isso, a tripulação permanece alojada no próprio navio, recebendo suporte humanitário até que a armadora providencie custeio de passagens ou regularize a embarcação. Órgãos portuários também monitoram a segurança da navegação no litoral cearense.

O que você acha? Casos de abandono no mar deveriam ter penas mais duras para armadores? Para mais reportagens sobre segurança e resgates, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Marinha do Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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