Pentágono afasta três generais de elite em decisão relâmpago
WASHINGTON, D.C. – Em uma ação descrita como “sem precedentes recentes”, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determinou na última quinta-feira (2) a aposentadoria imediata do general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, e afastou outros dois oficiais de alto escalão, segundo fontes do Pentágono ouvidas pela CNN. A medida surpreende porque ocorre a poucos meses do início do novo ano fiscal e altera toda a cadeia de comando de missões sensíveis em andamento.
- Em resumo: Randy George deixa o cargo instantaneamente; dois generais de apoio estratégico também saem.
Por que a ordem veio agora?
Apesar de o Departamento de Defesa não ter divulgado motivo oficial, interlocutores apontam “divergências operacionais” com a atual política de modernização de tropas. Dados do Departamento de Defesa mostram que, somente em 2023, o Exército investiu US$ 18,6 bilhões na atualização de sistemas de combate, o que exige alinhamento total da liderança.
A súbita aposentadoria obriga o presidente a indicar, e o Senado a confirmar, novos nomes – processo que costuma levar meses. Até lá, funções-chave ficam em regime interino, prática que, historicamente, reduz a velocidade de decisões estratégicas.
“A ordem foi clara: afastamento imediato e transição em curso”, relatou uma fonte militar ouvida pela CNN, reforçando o caráter emergencial da mudança.
Impacto na estrutura do Exército e precedentes históricos
O Exército norte-americano conta hoje com cerca de 220 generais na ativa, segundo levantamento do Congressional Research Service. A retirada de três oficiais de uma só vez representa mais de 1% desse efetivo – porcentual pequeno, mas relevante na camada que define táticas e doutrina.
Em 2008, movimentação semelhante ocorreu quando o então secretário Robert Gates trocou o comando da Força Aérea após controvérsias sobre manejo de ogivas nucleares. Especialistas lembram que, à época, o objetivo era sinalizar tolerância zero a falhas estratégicas; o cenário atual parece repetir essa lógica, agora focada na modernização tecnológica e na integração de novas formas de guerra.

Para analistas do Instituto Brookings, a decisão pode ainda responder à pressão do Congresso por resultados mais rápidos em programas de defesa cibernética, área que enfrenta atrasos e cortes de verba.
O que você acha? A troca relâmpago aumenta ou reduz a segurança dos EUA? Para mais análises sobre política internacional, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
