- Portão entreaberto permite execução de zelador de 23 anos em Fortaleza
- Fé move multidão: Via-Sacra na serra cearense emociona fiéis
- Telhado cai sobre família no CE e expõe risco de casas precárias
- Surpresa de última hora: Audic Mota recusa Podemos e fica no PT
- Ex-Anatel Vicente Aquino entra no PDT e mira vaga na Câmara
36 fotos expõem bastidores do cinema que sobrevivem ao streaming
FORTALEZA/CE – A partir de 15 de abril, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) abre “Uma Rua Chamada Cinema”, mostra que coloca em foco o elo mais frágil — e indispensável — da experiência cinematográfica: os trabalhadores anônimos das antigas salas de rua. Com apenas três meses de exibição, a coleção de 36 fotografias de Sergio Poroger funciona como alerta sobre a velocidade com que esses espaços estão desaparecendo.
- Em resumo: exposição revela rostos por trás da projeção enquanto o número de cinemas de rua desaba no Brasil.
Por que esses profissionais importam?
Bilheteiros, trocadores de letreiros e projecionistas aparecem em retratos colhidos em Fortaleza, São Paulo, Varsóvia e Miami. Segundo o IBGE, os cinemas independentes encolheram 45% na última década, consequência direta da migração do público para shoppings e plataformas de streaming.
Ao destacar o letreiro histórico do Cineteatro São Luiz, no Centro da capital cearense, Poroger atualiza um debate urgente: quem preserva a memória coletiva quando a exibição se torna individual?
“Ali, no coração de Fortaleza, o cinema começa do lado de fora, na fachada, onde o presente encontra o passado em cada mudança de cartaz”, descreve o fotógrafo.
Cinema de rua em risco: o que está em jogo
Especialistas em economia criativa alertam que cada sala fechada representa a perda de cerca de 15 empregos diretos, da bilheteria à pipoca. Na mesma linha, dados do Observatório do Audiovisual indicam que municípios sem cinemas físicos registram participação 20% menor em editais culturais.

Diante desse cenário, a exposição adota o papel de documentação e de mobilização. As imagens, captadas desde 2017, revelam desde o emblemático Tower Theatre, em Miami, até o modesto Cine Nazaré, na periferia de Fortaleza, todos unidos pela mesma incerteza: resistir ou ceder ao digital.
O que você acha? Lugares como o Cineteatro São Luiz ainda têm espaço na sua rotina ou o streaming já venceu? Para mais histórias do Ceará, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Ceará
