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Explosão da Transnordestina lança rocha e fura parede de casa
Quixeramobim/CE – Uma detonação nas obras da Ferrovia Transnordestina transformou a tarde da última quarta-feira (1º) em susto para moradores do distrito de Uruquê: uma pedra de grandes proporções atravessou o ar e perfurou a parede de uma residência, deixando o interior tomado por destroços.
- Em resumo: rocha arremessada pela explosão atingiu a casa, mas ninguém se feriu graças a evacuação prévia.
Como a rocha foi parar dentro da casa?
Segundo a construtora responsável, o explosivo foi calculado para romper rochas do leito férreo, mas a fragmentação inesperada projetou o bloco além do raio de segurança. O protocolo previa evacuação, medida que salvou os moradores. No Brasil, explosões em obras de infraestrutura seguem a norma ABNT NBR 15.742, que limita vibrações e arremessos de fragmentos. Mesmo assim, falhas pontuais ainda ocorrem: em 2022, o IBGE registrou 347 ocorrências envolvendo obras civis que resultaram em danos a propriedades vizinhas.
A empresa informou que realiza vistorias antes e depois de cada detonação e que já iniciou reparos estruturais e psicológicos — telhado, pintura e até móveis serão substituídos.
“O incidente é isolado e a construtora arcará integralmente com os prejuízos”, declarou a Prefeitura de Quixeramobim em nota.
Por que o risco aumenta nesta fase da ferrovia?
A Transnordestina avança agora em trechos mais próximos de comunidades rurais. Especialistas lembram que, quanto menor a distância entre canteiro e moradias, maior a chance de fragmentos escaparem. A obra de 1.062 km cruzará 53 municípios nordestinos e deve movimentar bilhões em cargas agrícolas, mas o desafio é equilibrar progresso e segurança.

O Atlas da Violência aponta que acidentes não letais relacionados a grandes empreendimentos são subnotificados no país, o que dificulta a criação de políticas preventivas específicas. No caso de Uruquê, o rápido acionamento do protocolo evitou tragédia humana, mas expôs a necessidade de comunicação contínua entre obra e comunidade.
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Crédito da imagem: Divulgação
