Radialista Franco Lima: 8 anos sem o bordão ‘Cuma é?’
Radialista Franco Lima – Oito anos se passaram desde 11 de dezembro de 2017, data em que o comunicador natural de Quixadá se despediu dos microfones da Monólitos AM e deixou saudades no Sertão Central.
Veterano do rádio, Franco Lima ficou célebre pelo jeito destemido de cobrar autoridades e pela disposição em ajudar ouvintes, marcas que o mantêm vivo na memória de colegas e do público.
Trajetória no Sertão Central
Franco começou a carreira ainda nos anos 1980, quando o rádio era o principal meio de informação na região.
Seu programa matinal atraía audiências expressivas, segundo a Agência Brasil, reflexo de um fenômeno nacional: mais de 78% dos brasileiros ainda sintonizam emissoras locais para saber das notícias do dia.
O bordão que virou marca registrada
O icônico “Cuma é?” surgiu nos anos 1990, quando um vereador o acusou, na tribuna, de “prerseguir” políticos.
Ao relatar o fato no ar, o radialista ironizou o erro de pronúncia e disparou o bordão, que logo virou vinheta fixa do programa.
Episódios curiosos reforçaram a fama da frase, como quando uma loja divulgou nomes de inadimplentes e Franco, surpreendido ao ouvir o próprio nome, repetiu: “Cuma é?”.

Além do humor, ele também usava a expressão para interromper denúncias sem provas, mantendo o compromisso com a credibilidade — prática alinhada à atual diretriz de verificar dados antes da divulgação.
No encerramento da atração, outra vinheta ecoava sua postura combativa: “Quem tem rabo de palha, não se meta comigo, que mato tem olho e parede tem ouvido”.
Mesmo após sua morte, o legado inspirou novos profissionais do rádio cearense, que buscam equilibrar irreverência e responsabilidade ao microfone.
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Crédito da imagem: Divulgação