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domingo, abril 5, 2026

Rouparia em chamas transfere 12 pacientes em hospital de Fortaleza

Rouparia em chamas transfere 12 pacientes em hospital de Fortaleza

Fortaleza (CE) – Um incêndio iniciado na rouparia do Hospital Dr. Oswaldo Cruz (HDOC), na Rua Rocha Lima, Centro, na manhã deste domingo (5), obrigou a transferência emergencial de 12 pacientes e deixou um deles em estado delicado após inalação de fumaça.

  • Em resumo: fogo controlado, evacuação preventiva e um paciente com quadro crítico.

De onde veio a fumaça e como a equipe agiu

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, as chamas concentraram-se em materiais têxteis da rouparia, ambiente propenso a combustão rápida pela presença de tecidos secos e produtos de limpeza. A corporação chegou poucos minutos após o chamado, isolou o pavimento e realizou ventilação forçada para dissipar a fuligem.

Depois de triagem, 12 pacientes foram transferidos, por prioridade, para unidades da própria rede e hospitais particulares. O Grupo HDOC garantiu que não houve feridos entre colaboradores e que o Hospital Central de Fortaleza (HCF) recebeu parte dos transferidos “com suporte pleno de atendimento”.

“A rápida resposta evitou que o incêndio alcançasse alas de internação”, informou a corporação em nota oficial.

Por que incidentes assim ainda ocorrem?

Apesar de a Resolução RDC 23/2011, da Anvisa, exigir sistemas de detecção e sprinklers em hospitais, nem todas as estruturas antigas contam com modernização completa. Em 2025, outro incêndio no Hospital Geral Dr. Cesar Cals já havia exposto fragilidades parecidas e mobilizado evacuação de crianças.

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que ocorrências de fogo em equipamentos públicos de saúde tendem a crescer quando há sobrecarga elétrica e armazenamento inadequado de insumos, fatores comuns em prédios construídos antes dos anos 2000.

Especialistas em engenharia hospitalar defendem a criação de um “check-list de risco” semestral, similar ao adotado em UTIs, para reduzir episódios como o do HDOC. Enquanto a perícia não conclui a causa exata, parte do hospital segue operando em alas não atingidas, sob monitoramento reforçado.

E você? Acredita que inspeções periódicas obrigatórias poderiam evitar tragédias maiores? Para acompanhar outras notícias de segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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