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Aerolândia: mercado tombado de 1938 resiste ao fechamento após R$ 2,7 mi
FORTALEZA/CE – Entre a BR-116 e a Avenida Raul Barbosa, o bairro Aerolândia carrega marcas da aviação militar e de um mercado de ferro francês que, apesar de receber R$ 2,7 milhões em obras, permanece fechado desde 2020 e sem data para reabrir.
- Em resumo: Moradores barraram a proposta de desmontar o Mercado da Aerolândia, símbolo de 1938, mesmo após reforma milionária.
Do campo de aviação às ruas batizadas por heróis de guerra
Nascida nos anos 1930 com operários do primeiro aeroporto da capital, a Aerolândia ganhou identidade militar: 19 vias homenageiam aviadores mortos em acidentes ou condecorados na Segunda Guerra Mundial. O bairro contabiliza 11.025 habitantes, segundo o IBGE, e faz parte da Regional 6, área onde o IDH médio é inferior a 0,500.
Apesar do índice baixo, a região abriga trecho do Parque Estadual do Cocó, maior parque urbano do Norte-Nordeste, e concentra intenso comércio graças à proximidade com grandes corredores viários.
“Passei dificuldade nas enchentes, mas não saio daqui nunca”, lembra a moradora Lúcia de Fátima, 68, sobre os anos sem asfalto e as cheias do Canal do Lagamar.
Mercado histórico fechado, pressão aberta
Erguida em ferro fundido e importada da França, metade da estrutura original do Mercado de Ferro virou, em 1938, o Mercado da Aerolândia. Tombado pela Prefeitura em 2008, o equipamento recebeu restauração completa em 2015. Cinco anos depois, a pandemia fechou as portas.

Em 2024, a Secretaria de Infraestrutura sugeriu unir o prédio ao Mercado dos Pinhões para criar um polo turístico no Centro. A comunidade reagiu: liderados por Francisco “Motoca”, 62, os moradores votaram pela permanência do mercado no bairro. Agora, a Secultfor busca novos recursos e projeta reabertura apenas para 2026, condicionada a captação externa de mais R$ 2,7 milhões.
O que você acha? A Aerolândia deve esperar mais dois anos ou buscar solução imediata para reativar o mercado? Para outras histórias do Ceará, visite nossa editoria.
Crédito da imagem: Divulgação / SVM
