Senado exalta bibliotecários e liga 60 anos da profissão às fake news
BRASÍLIA – Em sessão especial na última segunda-feira (6), o Senado comemorou seis décadas da regulamentação do bibliotecário no Brasil e apontou esses profissionais como peça-chave no combate à desinformação.
- Em resumo: Homenagem vincula legado dos bibliotecários à luta contra fake news e à inclusão de regiões remotas.
Por que a pauta voltou aos holofotes?
Ao presidir a cerimônia, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) lembrou que o Decreto 56.725/1965 pavimentou o caminho para mais de 40 mil profissionais ativos, segundo dados do MEC. Hoje, suas habilidades vão além das estantes: envolvem curadoria digital e gestão de big data.
Para especialistas presentes, essa evolução técnica coloca o bibliotecário na linha de frente da verificação de fatos e da educação midiática, uma preocupação que cresceu 179% em buscas na internet desde 2019, de acordo com o Google Trends.
“Organizar livros é apenas o começo; garantimos informação confiável num mar de boatos”, frisou Teresa Leitão.
Inclusão social é o novo desafio
Marina de Lima Rabelo, do Ministério da Cultura, ressaltou o papel decisivo dos bibliotecários nos 5.570 municípios brasileiros. Atualmente, o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas contabiliza pouco mais de 6,1 mil unidades, mas só 43% dispõem de profissional habilitado, cenário que reforça a urgência de políticas de formação continuada.

Além de enfrentar lacunas estruturais, a categoria domina ferramentas de curadoria digital para levar conteúdo até comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas, reduzindo o hiato de acesso à informação – meta alinhada à Agenda 2030 da ONU.
O que você acha? O Brasil precisa ampliar o número de bibliotecários em escolas e espaços culturais? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Educação.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado
